«A minha alma está numa tristeza de morte,
ficai aqui e vigiai Comigo»
Leitor 1: Terminada a Ceia Pascal, depois de um longo diálogo de Jesus com os seus discípulos e da Oração Sacerdotal, Jesus sai da cidade. É noite. Acompanham-No os seus discípulos, expecto um: Judas. E dirige-se para o Monte das Oliveiras, para o horto, chamado Getsémani. Chegaram ao horto, Jesus deixou ao princípio oito Apóstolos e disse-lhes:Leitor 2: «Ficai aqui enquanto Eu vou além orar...»
Leitor 1: …e avançou entre as oliveiras com aqueles que tinham presenciado a glória da Sua Transfiguração: Pedro, Tiago e João. Chegaram a um lugar mais isolado e o Seu rosto cobre-se de pavor, a tristeza e a angústia apoderam-se do Seu espírito, de uma maneira tal, que não pode deixar de o confiar aos três amigos mais íntimos:
Leitor 2: «A minha alma está numa tristeza de morte; ficai aqui e vigiai Comigo»
Leitor 1: Talvez não queira que os Seus discípulos mais íntimos desanimem totalmente ao ver a Sua profunda agonia. Deixa também estes três, e separa-se deles. Afasta-se bruscamente deles. Pouco tempo antes, no Cenáculo, quando instituía e distribuía a Eucaristia aos discípulos, o Seu rosto irradiava alegria. Agora pelo contrário, manifesta uma amargura tão grande que o faz passar por uma angústia de morte. De onde lhe vem essa tristeza? Da representação dramática das cenas terríveis da Sua Paixão. Ele antevê toda a tragédia da Cruz: o beijo traidor de Judas; a fuga dos discípulos; a negação de Pedro; a noite tenebrosa no Palácio de Caifás; a flagelação selvagem; a infâmia da coroação de espinhos; os gritos do povo sedento de sangue; a injusta condenação à morte; a subida para o calvário; a crucificação cruel; a morte de Cruz entre dois malfeitores. Como Homem que viveu a nossa condição humana, em tudo igual a nós excepto no pecado, Jesus não pôde deixar de se sentir profundamente comovido e perturbado perante um quadro tão aterrador, e porque tem um coração extremamente sensível, exclama:
Leitor 2: «A minha alma está numa tristeza de morte»
[momento de silêncio]
Leitor 3: Quantas vezes, também nós caímos no desânimo da vida, pelo medo do futuro, pela angústia dos nossos sofrimentos e dos sofrimentos dos outros, e muitas vezes sem sabermos o que fazer?
[momento de silêncio]
Leitor 3: - Senhor, Tu mostra-nos e nos ensinas como é importante rezar. Falar com o Pai, implorando, chorando e fazendo penitência Contigo.
Leitor 1: Jesus sente uma imensa necessidade de falar com O Pai e experimenta em si o que todo o homem sentiria nesses momentos: medo, tristeza e angústia. Jesus começou a sentir pavor e a angustiar-se e caiu de joelhos, dirigindo-se a Seu Pai numa oração cheia de confiança e de ternura, e diz-lhe:
Leitor 2: «meu Pai, se é possível afasta de Mim este cálice; mas, todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres»
Leitor 1: Jesus manifesta que, além de Deus, é também Homem perfeito, capaz de alegria e tristeza. Tem as mesmas reacções físicas e psíquicas de todo o Homem, e sofre como todos sofremos perante um sofrimento eminente. Por isso, pede ao Pai que afaste de si o cálice da Cruz.
[momento de silêncio]
Leitor 1: Entremos bem dentro de Nós e imaginemo-nos, neste momento, no Getsémani com Jesus, onde manifestou abertamente a Sua tristeza.
Leitor 1: …e avançou entre as oliveiras com aqueles que tinham presenciado a glória da Sua Transfiguração: Pedro, Tiago e João. Chegaram a um lugar mais isolado e o Seu rosto cobre-se de pavor, a tristeza e a angústia apoderam-se do Seu espírito, de uma maneira tal, que não pode deixar de o confiar aos três amigos mais íntimos:
Leitor 2: «A minha alma está numa tristeza de morte; ficai aqui e vigiai Comigo»
Leitor 1: Talvez não queira que os Seus discípulos mais íntimos desanimem totalmente ao ver a Sua profunda agonia. Deixa também estes três, e separa-se deles. Afasta-se bruscamente deles. Pouco tempo antes, no Cenáculo, quando instituía e distribuía a Eucaristia aos discípulos, o Seu rosto irradiava alegria. Agora pelo contrário, manifesta uma amargura tão grande que o faz passar por uma angústia de morte. De onde lhe vem essa tristeza? Da representação dramática das cenas terríveis da Sua Paixão. Ele antevê toda a tragédia da Cruz: o beijo traidor de Judas; a fuga dos discípulos; a negação de Pedro; a noite tenebrosa no Palácio de Caifás; a flagelação selvagem; a infâmia da coroação de espinhos; os gritos do povo sedento de sangue; a injusta condenação à morte; a subida para o calvário; a crucificação cruel; a morte de Cruz entre dois malfeitores. Como Homem que viveu a nossa condição humana, em tudo igual a nós excepto no pecado, Jesus não pôde deixar de se sentir profundamente comovido e perturbado perante um quadro tão aterrador, e porque tem um coração extremamente sensível, exclama:
Leitor 2: «A minha alma está numa tristeza de morte»
[momento de silêncio]
Leitor 3: Quantas vezes, também nós caímos no desânimo da vida, pelo medo do futuro, pela angústia dos nossos sofrimentos e dos sofrimentos dos outros, e muitas vezes sem sabermos o que fazer?
[momento de silêncio]
Leitor 3: - Senhor, Tu mostra-nos e nos ensinas como é importante rezar. Falar com o Pai, implorando, chorando e fazendo penitência Contigo.
Leitor 1: Jesus sente uma imensa necessidade de falar com O Pai e experimenta em si o que todo o homem sentiria nesses momentos: medo, tristeza e angústia. Jesus começou a sentir pavor e a angustiar-se e caiu de joelhos, dirigindo-se a Seu Pai numa oração cheia de confiança e de ternura, e diz-lhe:
Leitor 2: «meu Pai, se é possível afasta de Mim este cálice; mas, todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres»
Leitor 1: Jesus manifesta que, além de Deus, é também Homem perfeito, capaz de alegria e tristeza. Tem as mesmas reacções físicas e psíquicas de todo o Homem, e sofre como todos sofremos perante um sofrimento eminente. Por isso, pede ao Pai que afaste de si o cálice da Cruz.
[momento de silêncio]
Leitor 1: Entremos bem dentro de Nós e imaginemo-nos, neste momento, no Getsémani com Jesus, onde manifestou abertamente a Sua tristeza.
[momento de silêncio]
Leitor 3: Também eu Jesus, como Tu, manifesto o meu sofrimento nas contrariedades e obstáculos que encontro pelo caminho da minha vida, na dor que atormenta a minha carne, no futuro que se me apresenta…
Também eu Jesus, Tantas vezes me encontro no Getsémani; quando sofro, pelas injustiças de que sou vítima, quando sofro, pelas incompreensões e intolerância dos meus irmãos;
Quando sofro, porque o meu irmão e amigo sofre pela doença, pela guerra, pelo desemprego e pela fome;
Quando sofro, porque experimento a dor do pecado na minha vida;
Quando sofro, depois de Te prometer que jamais voltaria a pecar e depois de tanto lutar, volto a cair;
Quando sofro, porque vejo a minha família desunida;
Quando sofro, pela miséria material e espiritual de tantos irmãos meus;
Quando sofro, ao ver tantos velhinhos no abandono da solidão.
[momento de silêncio]
Leitor 3: Mas como Tu Jesus, também eu peço ao Pai que afaste de mim estes cálices amargos de sofrimento. Como Tu Jesus, ensina-me a que eu me abandone totalmente nos braços do Pai, nos grandes momentos de dificuldade, dizendo-lhe ao terminar a minha oração, como Tu o fizeste:
Leitor 2: «Todavia não seja como Eu quero, mas como Tu queres»
Leitor 1: Frase tão difícil de compreender e aceitar, porque somos fracos. Mas és Tu Jesus, que continuas a sofrer em mim e em cada um dos meus irmãos. Sofres e estás triste, porque conheces as nossas angústias e sofrimentos. Lês no mais íntimo da alma as esperanças frustradas e as decepções. Por isso, repetes em cada um de nós:
«A minha alma está numa tristeza de morte, Meu Pai, se possível afasta de mim este cálice»
Leitor 3: Mas Tu Jesus, sofres e estás triste para mudar as tristezas as tristezas do Homem em alegria, para dar nova confiança e serenidade a quantos a perderem, para infundir alívio e esperança perante os grandes problemas da vida, especialmente perante o grande mistério da morte que a todos nos atinge.
Leitor 1: No jardim das Oliveiras, Jesus continua a dizer-nos:
Leitor 2: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei”.
Leitor 3: Nele, poderemos libertar-nos da angústia e encontrar paz. Dele, a alma recebe força para superar os momentos dolorosos, difíceis, escuros da vida. Mas, é necessário recorrer a Ele, na Oração e na escuta e vivência da Sua Palavra.
[momento de silêncio]
Leitor 1: Jesus depois de uma longa oração ao Pai, dirige-se onde estavam os três discípulos mais íntimos, na esperança de os encontrar solidários na Sua angústia e em oração. Porém, inesperadamente, encontra-os a dormir. Nenhum foi capaz de vigiar com Ele. Jesus com amargura volta-se para Pedro e diz-lhe:
Leitor 2: «Nem sequer pudeste vigiar uma hora Comigo! Vigiai e orai para não cairdes em tentação”»
Leitor 1: Naquela solidão, Jesus não encontrou o calor dos amigos. E assim aconteceu por três vezes. Nem sequer uma hora de vigia! Pedro prometeu dar a vida por Cristo e não conseguiu dominar o sono. Cristo sentiu necessidade de companhia e conforto. Procurou-o entre os seus amigos mais íntimos. Nos momentos de sacrifício, o Senhor não tem companhia. Todos querem acompanha-lo até ao partir do Pão, mas não, além disso. Neste momento, Jesus dá-se pela conta como é frágil a amizade, mesmo dos seus discípulos mais fiéis e mais íntimos. Quando mais deles precisava, mais O deixam só e abandonado. Como sente o peso desta solidão! Amanhã, no calvário, sentir-se-á ainda mais só, o que O levará a soltar este grito dilacerante:
Leitor 2: «Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonas-te?» O mesmo que dizer: «Meu Deus, Meu Deus, Também Tu Me abandonas-te?»
Quinta-feira Santa 09
Grupo Kanimambo Convento do Carmo de Viana do Castelo
